quinta-feira, 7 de novembro de 2013

Foto da Semana

Ovo de Anu-branco (Guira guira)

Coletado em um sítio no Sudoeste do Paraná, este é um ovo do Anu-branco (Guira guira), ave que distribui-se desde o Amapá até os territórios da Bolívia, Argentina e Uruguai. Esta ave é frequentemente ameaçada pelas atividades antrópicas, sendo prejudicadas pelo uso de inseticidas nas lavouras e por atropelamentos.


quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Um pé de que? Um pé de cabras!!!


Você já ouviu falar na cabras que sobem em árvores?

Encontradas em Marrocos, elas sobem em árvores em busca de comida. É difícil imaginar que os animais com cascos poderia ser tão hábeis em escalada, mas essas imagens são 100% reais. Comida é bastante escassa nesta área, então eles têm de agarrá-lo quando puder - mesmo que seja no alto de uma árvore!
O segredo à sua capacidade para subir reside na forma dos seus cascos. A parede do casco reforçado de queratina adiciona força, enquanto a única textura macia oferece tração e aderência. Ela também é capaz de deformar para dentro, para combater as irregularidades no terreno. Seus dedos são capazes de operar de forma independente.

Essa "mania" de subir em coisas não é nenhuma novidade para as cabras, além das árvores, elas também escalam paredões de pedras e podem subir onde um homem jamais conseguiria sem os equipamentos especializados.
Fonte: Diário de Biologia
Mais imagens no link: http://agroba.se/17EAgR1

Vale a pena ver!

A Record lançou o "Rotina Animal", uma série de quatro reportagens que retratam o dia a dia de zoos.
Bem interessante para quem desconhece o trabalho feito pelos zoos. Vale a pena conferir as reportagens:


Foto: Sociedade Brasileira de Zoologia
Tamanduá-mirim ou tamanduá-colete (Tamandua tetradactyla)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Incêndio em armazém provoca vazamento de caramelo no interior de São Paulo

Depois do incêndio de grandes proporções, que em 18/10 atingiu 5 armazéns de açúcar no porto de Santos (SP), um incêndio em um armazém de açúcar na cidade de Santa Adélia em 25/10, cidade ao noroeste de São Paulo, provocou derrame de açúcar derretido. O melaço escorreu pelos muros do armazém, chegando a atingir algumas ruas e bueiros da cidade, chegando a ameaçar as residências do entorno.

Rua coberta por melaço em Santa Adélia (SP)
Foto: Marcos Lavezo

Devido à alta temperatura, o açúcar derretido ameaça a estrutura dos muros do galpão que ainda contém o material e há riscos de explosões. Uma parte do melaço atingiu o rio São Domingos, que corta Santa Adélia e mais quatro municípios. Segundo a Cetesb, os danos ambientais serão avaliados em até quinze dias, mas 70 horas após o início do incêndio o oxigênio da água estava a 0% e já se avistavam peixes mortos no rio. 
Embora o material não seja tóxico, pela grande quantidade derramada e pela alta carga orgânica ele causa a mortalidade de peixes por diminuir o percentual de oxigênio dissolvido na água. Estima-se que entre 200 a 300 toneladas de açúcar derretido foram escoadas para o rio São Domingos, que nasce em Santa Adélia e corta os municípios de Pindorama, Catanduva, Catiguá e Uchoa, desaguando no rio Turvo.

Peixes mortos às margens do rio São Domingos em Pindorama (SP)
Foto: José Maria de Arruda

Foto da Semana

Gavial fêmea
 (Gavialis gangeticus)
Foto: Udayan Rao Pawar


Registrada por um adolescente indiano, a foto mostra uma fêmea de gavial, carregando vários de seus filhotes no rio Chambal, Índia. 

domingo, 20 de outubro de 2013

Hoje é o dia do Sauim-de-coleira!


Você já ouviu falar dele?

Saguinus bicolor (pop.: sauim-de-coleira)


O sauim-de-coleira (Saguinus bicolor) é um dos mamíferos mais ameaçados da Amazônia e é endêmico, ou seja, só ocorre naquela região, que é densamente povoada. Suas populações vêm declinando rapidamente desde a década de 70, devido principalmente ao crescimento populacional humano e expansão desordenada das áreas urbanas e rurais nos municípios onde ocorre: Manaus, Rio Preto da Eva e Itacoatiara. A maior parte das populações do sauim-de-coleira pode desaparecer em poucas décadas se ações não forem tomadas para mudar esse cenário.
Os sauins-de-coleira formam grupos com tamanho variável de dois a 12 indivíduos com uma fêmea dominante. No entanto, animais solitários, tanto machos como fêmeas, são ocasionalmente avistados. Machos ou fêmeas podem dispersar para integrar outro grupo ou tentar formar um novo grupo, geralmente depois do segundo ou terceiro ano de idade.

Vídeo exibido pelo Globo Rural

O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade estabeleceu um pacto junto à sociedade, na forma do Plano de Ação Nacional (PAN) para a Conservação do Sauim-de-Coleira. O plano sumariza as informações sobre a espécie e propões ações, em diversas áreas, para sua conservação.
Em 2005 foi instituído o Dia do Sauim-de-Coleira. Para celebrar a data, hoje em Manaus os grupos Pedala Manaus, Guaribike e PAN Sauim-de-Coleira realizarão um passeio ciclístico a partir das 8h, saindo do Bosque da Ciência, na Avenida André Araújo, seguindo pela Avenida das Torres, até no Parque do Mindu, no Parque Dez, onde estão previstas uma série de atividades como distribuição de brindes, exposições fotográficas e apresentações artísticas.
O Zoo do Hotel Tropical de Manaus é parceiro do Instituto Chico Mendes e participa ativamente das estratégias de conservação previstas no Plano de Ação.
Para saber mais sobre o plano de ação: 

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Descoberta espécie vegetal rara em fragmento de Mata Atlântica

Uma árvore rara, considerada em perigo de extinção, foi descoberta pelo engenheiro florestal Marcelo L.  Brotto, servidor que integra a equipe do Herbário do Museu Botânico Municipal (MBM) de Curitiba. É a Ocotea marumbiensis, árvore da família das canelas (Lauraceae), que ganhou este nome em alusão ao Pico do Marumbi, na Serra do Mar paranaense, onde foi encontrada.

Vista do Museu Botânico Municipal (MBM) de Curitiba ao fundo
Foto: Rogely Neves

"Eu desenvolvia um mestrado em Botânica na Universidade Federal do Paraná, quando coletei uma amostra com flores que não consegui enquadrar em nenhuma das espécies já conhecidas", conta Brotto.
A espécie, descoberta e catalogada por Brotto em 2012, apresenta como características: altura aproximada de 10 metros de altura, suas flores são esverdeadas e seus frutos, quando maduros, são pretos e lustrosos. A florada normalmente ocorre em janeiro a outubro e os frutos podem ser observados entre maio e novembro.
Partes de Ocotea marumbiensis utilizadas para identificação da espécie
Ainda segundo Brotto, a espécie é endêmica e por isso o status da espécie quanto à extinção. "A árvore tem distribuição restrita, encontrada apenas no Paraná e Santa Catarina", informa o pesquisador.
Um dos trabalhos desenvolvidos no Museu é a pesquisa de novas espécies e as pesquisas acontecem em todo o território nacional. "Pesquisamos em todo o Brasil", diz. "Quanto maior for o número de espécies catalogadas numa região, mais importante e rica é a sua biodiversidade", justifica. Desde 1965, a equipe do Museu coletou 530 novas espécies que estão à disposição no acervo para a consulta por pesquisadores. "A grande maioria foi coletada pelo dr. Gerdt Hatschbach, fundador do herbário em 1965", afirma Brotto.

Ocotea marumbiensis

Exsicata contendo partes reprodutivas da espécie
Foto: Valdecir Galor